Fichamento ''Teoria do Não-Objeto'', Ferreira Gullar

''Teoria do Não-Objeto'', Ferreira Gullar

- o não-objeto: uma pura aparência

- o autor evidencia o momento da história da arte em que a desconstrução do objeto passa a ser uma realidade (impressionismo -/. cubismo -> abstração). Porém ''a luta contra o objeto continua''.

o impressionismo

''Impreesão, nascer do sol'' (1872), Monet

o cubismo

''Les Demoiselles dAvignon'' (1907), Picasso


a arte abstrata (Mondrian e Malevitch)

- romper a moldura e a base não são questões meramente técnicas ou físicas, mas sim uma busca por liberdade artística. (Nos casos de Mondrian e Malevitch a moldura perde o sentido, porque quando a pintura não busca a representação figurativa, o fazer arte é o ato de realizar a obra no espaço real, e não em um espaço metafórico pré-determinado)

Merzbau de Kurt Schwitters







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---> Nessa obra de Schwitters a arte - feita de objetos achados na rua dispostos no espaço -
parece confundir-se com objeto. Logo, ela é uma escultura sem base, exemplificando o conceito de fazer arte sem moldura e sem base.

Duchamp: mictório

''Fonte'' (1917), Marcel Duchamp

---> desconstrução do espaço idealizado dos museus deslocando os objetos de suas funções. Estabelece novas relações entre o objeto e o espaço

Mais exemplos citados no texto:

Tela cortada, Fontana


''Rosso plastica M 2'' (1962), Alberto Burri

Alberto Burri


''Contra-relevo'' (1916), Tatlin 

---> Embora esses exemplos citados causem um choque em um primeiro momento, eles não conseguem manter esse efeito depois do primeiro contado. O mal de não serem não-objetos segundo o autor.


''Nickel Construction'', Moholy-Nagy

''Composition émanante de lovoide'', George Vantongerloo

---> os dois últimos procuraram fazer ''esculturas sem peso'' segundo o texto

Amilcar de Castro

Lygia clark



















---> ''(...) o mesmo se pode dizer de um quadro de Lygia Clark e uma escultura de Amilcar de Casto. Donde se conclui que a pintura e a escultura atuais convergem para um ponto comum, afastando-se cada vez mais de suas origens''.

LAtelier Brancusi - Paris

---> ''O que importava para Brancusi - quer ele soubesse ou não - não era fazer escultura, mas a escultura em si''

- OBJETO: se esgota na condição de uso e sentido; opaco à percepção; quase-objeto é a representação do objeto real

- NÃO-OBJETO: não se esgota nas referências de uso e sentido porque não se insere na condição de útil e da designação verbal; transparente à percepção; não é uma representação, mas uma PRESENTAÇÃO.

- O fundo é a condição mesma do perceber.

- '' A mera contemplação não basta para revelar o sentido da obra - e o espectador passa da contemplação à ação (...) a ação não consome a obra, mas a enriquece''.

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    É um texto um pouco confuso de entender, não por causa da escrita ou do tamanho, mas sim porque propõe uma discussão sobre algo que muitas vezes soa uma maluquice. Mas de modo geral eu acho que entendi o objetivo da construção do texto e achei uma proposta bem interessante sobre as produções artríticas que envolvem o espectador, não como contempladores, mas sim como parte da obra. Esse aspecto, pra mim, é muito interessante porque de certa forma faz com que essas obras não se esgotem em relação aos sentidos, já que as ações dos espectadores estão sujeitas a mudanças de acordo com o tempo e no mesmo tempo.

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